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Cimeira na Jordânia

BUSH DIZ QUE EUA VÃO PERMANECER NO IRAQUE
bush_malikiO presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou hoje, durante reunião com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, que as tropas americanas vão permanecer no Iraque até "que o trabalho esteja concluído". O New York Times, porém, informa que o Grupo de Estudos sobre o Iraque, conhecido como Comissão Baker, vai recomendar à Casa Branca que retire gradualmente 15 brigadas de combate do país. Segundo o diário, a comissão bipartidária chegou a um consenso sobre as recomendações a fazer a Bush.

Na conferência de imprensa na Jordânia, Bush fez questão de afastar especulações sobre a perda de confiança da Casa Branca em al-Maliki, afirmando que o primeiro-ministro "é o homem que precisamos no Iraque, um líder forte." Ontem, uma reunião entre Bush, al-Maliki e o rei da Jordânia, Abdullah, foi cancelada à última hora enquanto circulavam rumores de que a Casa Branca achava que Maliki não tinha força suficiente para estar à frente do Iraque. Al-Maliki estava a ser fortemente pressionado para não se reunir com Bush, tendo mesmo os deputados ao Parlamento iraquiano ligados ao líder xiita Moqtada al-Sadr abandonado uma sessão parlamentar em sinal de protesto contra a cimeira da Jordânia.

Bush anunciou ainda que os dois concordaram em pôr de lado qualquer plano de separar o Iraque em regiões semiautónomas. "O primeiro-ministro deixou claro que dividir o país em partes, como foi sugerido por alguns, não é o que o povo iraquiano quer, e que qualquer partição do Iraque iria apenas levar ao aumento da violência sectária", disse o presidente americano.

Al-Maliki, por seu lado, deixou a porta aberta à eventual cooperação com a Síria e o Irão: "Estamos prontos a cooperar com todos os que acreditam na necessidade de cooperar com o governo de unidade nacional, especialmente os nossos vizinhos."

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