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Caso Portucale: CDS na mira da PJ

cdsA Polícia Judiciária suspeita que o depósito de um milhão de euros nas contas do CDS/PP no final de 2004 é uma contrapartida do Grupo Espírito Santo à viabilização do empreendimento "Portucale", através de um despacho assinado por três ministros do Governo anterior - Costa Neves (PSD), Nobre Guedes e Telmo Correia (CDS) - a quatro dias das últimas eleições legislativas. Segundo o Jornal de Notícias os 4 mil recibos de supostos donativos com que o CDS justifica este depósito foram impressos apenas em 2005, numa tipografia nos arredores de Lisboa, sem número de contribuinte e com nomes aparentemente falsos.
 

A quatro dias das eleições legislativas de Fevereiro de 2005, os Ministros da altura Costa Neves (PSD), Nobre Guedes e Telmo Correia (CDS), assinaram um despacho para viabilizar um empreendimento turístico do Grupo espírito Santo, numa herdade da Vargem Fresca, em Benavente, o que implicou o abate ilegal de centenas de sobreiros.

Em Dezembro de 2004, dois meses antes da assinatura do referido despacho, entrou um milhão de euros nas contas bancárias do CDS/PP. Esse valor viria posteriormente a ser justificado por este Partido com cerca de 4 mil recibos de supostos donativos. No entanto, a Polícia Judiciária apurou que esses recibos forma impressos apenas em 2005. Além disso, a maioria dos recibos apresenta só dois nomes e não tem escrito qualquer número de contribuinte, inviabilizando o apuramento da identidade dos "mecenas".

Apesar de entretanto terem sido arquivadas as suspeitas sobre Nobre Guedes, o relatório da PJ volta a relacionar o centrista com a alegada prática de crimes de prevaricação e abuso de poder.

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