You are here

Câmara de Lisboa caiu

carmona5A Câmara Municipal de Lisboa cai a partir da meia-noite de hoje, por falta de quórum, depois da renúncia de mandatos apresentada pelos vereadores do PSD, do PS e do Bloco de Esquerda. Na reunião do executivo camarário, que ainda está a decorrer, não apresentaram ainda a renúncia os vereadores do PCP e o do CDS.
Do PSD, seis vereadores não renunciaram: o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, Fontão de Carvalho e Gabriela Seara, ambos com mandato suspenso, o vereador Pedro Feist, Remédio Pires (PSD) e Fernando Santana (independente).
O quórum da Câmara é de nove vereadores. Mas para ele não podem contar os dois vereadores com mandato suspenso.

Num intervalo da reunião, o vereador independente apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, disse que este "é o momento de dizermos: a câmara caiu", e considerou que a convocação de eleições intercalares "era inevitável e aguardada à meses". Para Sá Fernandes, a queda da câmara representa uma "grande vitória da democracia" porque "os lisboetas vão poder ter voz no futuro".

O antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes disse assistir à queda da autarquia com "profunda tristeza". À Lusa, Santana Lopes recordou a sua própria eleição: "O PPD/PSD, comigo, há seis anos, obteve a sua primeira vitória. Foi muito difícil. Agora, ao fim de ano e meio deste novo mandato, ver a câmara implodir, demitir-se toda em bloco", lamentou.

Está aberto o caminho para as eleições intercalares na Câmara Municipal de Lisboa. A lei prevê um prazo de 40 a 60 dias para permitir a realização da campanha eleitoral, o que aponta para eleições entre meados de Junho e início de Julho. O novo executivo que sair das eleições intercalares vai apenas manter-se até meados de Outubro de 2009, quando se realizam as eleições autárquicas (gerais) em todo o país.

Termos relacionados Política