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Bombas de fragmentação

MAIORIA DOS ATAQUES ISRAELITAS NOS ÚLTIMOS TRÊS DIAS DA GUERRA
Bombadefragmentacao As Nações Unidas encontraram até agora cem mil componentes de bombas de fragmentação por deflagrar em 359 locais no Líbano. «O que é chocante e completamente imoral é que 90% dos ataques com bombas de fragmentação aconteceram nas últimas 72 horas do conflito, quando sabíamos que haveria uma resolução», disse o coordenador dos assuntos humanitários da ONU, Jan Egeland. O uso destas bombas não é permitido pela lei internacional. «As bombas de fragmentação afectam áreas extensas, muitas casas e zonas agrícolas» disse Engeland, acrescentando: «elas estarão connosco por muitos meses, provavelmente anos».

Ontem, Kofi Annan encontrou-se com o primeiro-ministro Ehud Olmert e pediu para que Israel levantasse o bloqueio marítimo, aéreo e terrestre ao Líbano. O pedido não foi aceite. Israel exige que todos os pontos do cessar-fogo forem garantidos, o qu inclui a libertação dos dois soldados israelitas capturados pelo Hezbollah. O grupo xiita responde que apenas liberta os soldados em troca dos prisioneiros libaneses. A reunião entre Annan e Olmert acabou sem acordo entre o secretário-geral da ONU e o primeiro-ministro israelita. Nas visitas que está a fazer à região (Líbano, Israel, Palestina, Jordânia, Síria e Irão), Kofi Annan visitou também a Cisjordânia onde se reuniu com o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas. Annan pediu a Israel para abrir voltar a abrir as fronteiras palestinianas para que mantimentos possam chegar aos territórios e os palestinianos possam retomar as suas exportações. O coordenador dos assuntos humanitários da ONU considerou ontem quarta-feira que a situação em Gaza é comparável a «uma bomba ao retardador», alertando contra um risco de «explosão social». «Não se pode fechar uma zona que é um pouco maior que a cidade de Estocolmo e que tem 1,4 milhões de habitantes, 800.000 dos quais jovens, e depois atirar centenas de obus por dia», disse, concluindo: «Quem visitar Gaza não poderá dizer outra coisa para além de que a situação é totalmente insuportável».

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