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Bloco propõe novo modelo de avaliação docente

Manifestação de professores. Foto de Paulete MatosO Bloco de Esquerda defendeu esta terça-feira um modelo de avaliação de professores integrado, sem quotas, e realizado quando da mudança de escalão do docente, e onde também é feita uma apreciação de cada estabelecimento de ensino, valorizando o desempenho das melhores escolas e dos melhores professores e prevenindo e corrigindo os problemas.

 

Na exposição de motivos do projecto de lei apresentado, o Bloco de Esquerda define assim as características estruturantes da sua proposta são:

. um modelo integrado que parte de objectivos definidos pelos diferentes órgãos de coordenação científica e pedagógica

. um modelo integrado que avalia o desempenho docente no quadro da avaliação das escolas

. um modelo que articula a avaliação interna com a avaliação externa, que valoriza a auto-avaliação das escolas e dos professores e a concilia com instrumentos que garantem a independência do processo;

. um modelo que valoriza o desempenho das melhores escolas e dos melhores professores e que previne e corrige os problemas.

Para a deputada Ana Drago, o modelo que o governo de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues tentou impor na legislatura anterior perdeu toda a credibilidade. "É necessário suspendê-lo e apresentar um novo", defendeu, apelando a que todas as forças políticas apresentem novas propostas.

Ana Drago defendeu um modelo não centrado apenas no desempenho individual e onde os resultados dos alunos não contam, porque cada escola está integrada num contexto diferenciado: "É totalmente diferente a situação de um professor que dá aulas numa pequena aldeia do interior da Guarda ou de Bragança ou numa escola do centro de Lisboa", apontou.

No modelo proposto pelos bloquistas, "os objectivos são definidos por cada escola e não há quotas de professores, porque não há quotas para o mérito", explicou.

O Bloco defende que deve existir uma "componente de avaliação global das escolas", levada a cabo pelo próprio estabelecimento de ensino, que define objectivos (através dos conselhos pedagógicos, grupos disciplinares e departamentos escolares) no início de cada lectivo e no final desse ano deve realizar um processo de auto-avaliação, que será aferido por uma "equipa de intervenção externa".

Já a avaliação dos docentes deve ser feita por uma comissão quando houver mudança de escalão, e seguindo os objectivos definidos por toda a escola.

Leia aqui o projecto de lei do Bloco de Esquerda.

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