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Bloco denuncia a imposição das 60 horas semanais

Louçã denunciou a imposição do cumprimento de 60 horas Em conferência de imprensa, Francisco Louçã denunciou a imposição das 60 horas semanais aos trabalhadores dos hipermercados sem pagamento de horas extraordinárias, e anunciou que o Bloco vai propor a revisão do Código do Trabalho.

 

Para Louçã, os trabalhadores dos hipermercados confrontam-se com os homens mais poderosos do país, utilizando como exemplo Belmiro de Azevedo, e o recente caso da imposição de um horário de 60 horas por semana sem pagamento de horas extraordinárias. Louçã considera que desta forma temos um primeiro teste importante ao Código do Trabalho.

Louçã afirmou ainda que o Bloco de Esquerda irá apresentar em Janeiro uma proposta para a "correcção da lei" do Código de Trabalho, que considerou um "veneno", "uma violência contra a sociedade" imposta pela maioria absoluta e “resultado da vontade de José Sócrates". O Bloco quer discutir na Assembleia da República a revisão do Código do Trabalho, em particular o artigo 209.º, referente às excepções aos limites máximos do período normal de trabalho que, segundo Louçã, "tem que ser eliminado".

O líder do Bloco de Esquerda lembrou ainda que "Se durante um século se conseguiu chegar às 40 horas agora, de uma penada, podemos passar às 60 horas sem pagamento de horas extraordinárias".

Dirigindo-se a Belmiro de Azevedo, presidente da Sonae, Louçã afirmou: "O que eu quero é responder directamente a Belmiro de Azevedo, ao homem que manda no Governo deste país e são estes homens que têm a maior fortuna do país que se permitem a arrogância de querer impor a quem tem um contrato de trabalho a prazo a brutalidade de um horário de 60 horas por semana sem pagamento das horas extraordinárias".

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