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Bloco apresenta novo cartaz

novasoportO Bloco de Esquerda apresentou hoje o seu novo cartaz para denunciar a precariedade laboral que é oferecida aos milhares de jovens recém-licenciados. O cartaz surge como resposta à campanha publicitária do programa do governo "Novas oportunidades" que ficciona a vida de figuras públicas caso não tivessem continuado a estudar.
Descarregue aqui o cartaz em pdf, ou clique na imagem para vê-lo ampliado.

Nessa campanha, Judite de Sousa e Carlos Queiroz, por terem interrompido os estudos, acabaram a vender jornais em quiosques e a aparar a relva dos estádios. O cartaz do Bloco mostra como o destino é o mesmo para muitos dos jovens que terminam os estudos, num país em que a taxa de desemprego de jovens licenciados é das maiores da Europa e em que o recurso a empresas de trabalho temporário aparece frequentemente como a única solução. 

 A campanha do BE inclui a colocação, a partir de hoje, de 10 mil cartazes e a distribuição de 50 mil autocolantes junto das faculdades e de outros locais mais frequentados por jovens. Em conferência de imprensa, Francisco louça definiu o sentido desta iniciativa: «O Governo faz uma campanha de publicidade fácil a respeito das qualificações. O Bloco de Esquerda responde com as questões fundamentais, qualificações para emprego. Há hoje 56 mil licenciados que não conseguem trabalho».

O deputado do Bloco de Esquerda acusou o Governo de apelar às qualificações enquanto promove o desemprego dos qualificados. «Em dois anos nunca tomou nenhuma medida para criar emprego. As qualificações são necessárias desde que criem emprego»

Francisco Louçã afirmou que o BE vai «durante as próximas semanas» promover «colóquios e intervenções públicas» em defesa da qualificação e do emprego e desafiou o primeiro-ministro, José Sócrates, a debater o tema no Parlamento.

«Desafiamos mais uma vez o primeiro-ministro para que no debate mensal da próxima semana debata no Parlamento a questão das qualificações e do emprego», disse, acrescentando que o BE pretende confrontar o Governo com «a inconsistência e a insensibilidade social».

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