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Bloco acusa Rui Rio de "submissão à ganância imobiliária"

A histórica Casa da Prelada ficará escondida por edifícios de 5 pisos licenciados por Rui RioO grupo municipal do Bloco/Porto denunciou a actual situação de degradação da histórica Casa da Prelada.

 

"Apesar de ser uma das obras mais importantes de Nasoni, a Casa da Prelada está a ser alvo, por parte do executivo de Rui Rio, de uma autêntica operação de 'cerco e aniquilamento'", declarou o deputado municipal José Castro, junto à casa construída em 1758 e integrada na Quinta da Prelada, classificada como imóvel de interesse público desde 1977 e possui nos seus jardins o maior labirinto em buxo da Península Ibérica.

"Primeiro foi o licenciamento, em 2006, de um edifício com cinco pisos mesmo em frente à entrada principal. Mais recentemente, em 30 de Junho de 2009, e aproveitando a construção do viaduto da Prelada, foi licenciada mais uma construção de cinco pisos, escondendo praticamente a Casa da Prelada", explicou o deputado municipal bloquista aos jornalistas.

Para José Castro, o estado de degradação da Casa da Prelada é mais um exemplo da "demissão do município do Porto perante as suas responsabilidades na preservação e valorização do património artístico e cultural da cidade", no âmbito do que diz ser "uma das marcas da governação de Rui Rio: entregar a cidade à ganância das imobiliárias".

Para o provar, José Castro avançou os "mais de 1800 alvarás" emitidos "só entre 2005 e 2008", a que correspondem mais de três milhões de metros quadrados de área construída. Este número representa um acréscimo de 80 por cento face às 1065 licenças de construção emitidas entre 1997 e 2000.

O Bloco recordou também ter sido o único partido a votar contra a permuta de terrenos entre a Câmara e a Misericórdia, onde "consta que se o terreno contíguo ao ex-parque de campismo da Prelada, com a área de 63 150 metros quadrados e cedido pela Câmara do Porto à Misericórdia, não for afecto a área verde pública, então a Misericórdia terá de compensar o município do Porto".

"Esta cláusula, com esta redacção, significa uma espécie de contrato-promessa de compra e venda, a custo zero, de um terreno para qualquer finalidade, incluindo a edificação", alerta o grupo municipal do Bloco/Porto, apelando à "urgente mobilização cidadã e das forças políticas da oposição" para a "salvaguarda e valorização do património cultural da cidade".
 

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