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BE questiona governo sobre imposição de normas de vestuário

BE e Manuel Alegre estão contra a imposição de normas de vestuárioO Bloco de Esquerda considera que o novo regulamento interno de uma escola do Pinhal Novo constitui "um inusitado atentado à liberdade individual" e apresentou na Assembleia da República um requerimento sobre o assunto, dirigido ao Ministério da Educação. Manuel Alegre também já se tinha pronunciado contra a imposição de normas de indumentária num serviço público.

 

"Um inusitado atentado à liberdade individual, cujo cariz autoritário merece o mais profundo repúdio" é como o Bloco de Esquerda classifica o novo regulamento interno da Escola Básica do 2º e 3º ciclos de Pinhal Novo (concelho de Palmela), que proíbe "alunos, professores e funcionários de vestir tops com decotes pronunciados, minissaias e calças descaídas".

Em requerimento dirigido ao governo, entregue esta quarta feira na Assembleia da República pela deputada Ana Drago, o Bloco de Esquerda questiona se o Ministério da Educação "tem conhecimento das determinações aplicadas" naquela escola e pretende saber "que diligências pretende o Governo adoptar no sentido da revogação imediata da imposição aos alunos, professores e funcionários daquele estabelecimento de ensino".

Há pouco tempo, também Manuel Alegre tinha alertado para o "cariz fascizante, totalitário, contra a liberdade individual" da imposição de regras proibindo o uso de minissaias e decotes às funcionárias da Loja do Cidadão de Faro. Segundo o vice-presidente da Assembleia da República, "estas coisas são sinais" e, por isso, aquele regulamento deve ser "imediatamente revogado".

Ver também "Escola proíbe minissaias, decotes e calças descaídas"

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