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Aval do Estado ao BPP sem garantias suficientes

BPP sem garantias suficientesO aval concedido pelo Estado ao Banco Privado Português (BPP) possui sustentação em garantias reais de apenas 33 por cento, contrariando as afirmações do Governo de que a caução pública ao empréstimo estava alavancada em garantias reais de 672 milhões de euros.

A análise feita pela Deloitte, realizado a pedido da Privado Holding, grupo proprietário do BPP, deixou claro que os dados do documento entregue ao Governo por João Rendeiro não são reais. Caso o BPP não pague as dívidas ao consórcio bancário que constituiu o plano de salvamento anunciado e avalizado pelo Governo no final de 2008, será o tesouro a avançar com o dinheiro.

Estima-se que nestas circunstâncias o custo do salvamento do BPP pelo Estado custará cerca de 300 milhões de euros, lembrando ainda que deste montante estão excluídos os casos dos clientes que tiveram problemas com produtos de retorno absoluto, que, em caso de falência do banco, teriam um impacto adicional estimado em 700 milhões de euros ao erário público.

A confirmação da falta de garantias no aval concedido pelo Estado confirma as afirmações feitas pelo Deputado Francisco Louçã, Na altura do anúncio da operação de salvamento do BPP Louçã pediu imediatamente a suspensão do mesmo, alegando não haver condições legais para a concessão das referidas garantias, e que o Estado não tinha interesse no empreendimento: “Não há projecto concreto de investimento nem garantia com segurança suficiente", afirmou o deputado no início de Dezembro de 2008.

Leia mais em: BPP: governo assegura depósitos, mas não gestão de fortunas

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