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Aumenta tensão em Gaza depois de seis meses de trégua

Familiares choram a morte de um militante do Hamas, vítima de ataque aéreo israelita na passada terça-feira. Foto LUSA/EPA

Nos últimos três dias intensificaram-se os confrontos entre Israel e o Hamas. A trégua de seis meses terminou a 19 de Dezembro e Israel promete uma "resposta substancial e dolorosa contra o Hamas", acusando o movimento de disparar dezenas de rockets contra as cidades fronteiriças. Para já os projécteis causaram apenas danos materiais, registando-se quatro mortes do lado do Hamas provocadas pela resposta aérea de Israel, que se recusa a abrir a fronteira de Gaza para a entrada de ajuda humanitária.

 

Aumenta a tensão na faixa de gaza desde o fim da trégua prolongada a 19 de Dezembro. O Hamas intensificou os disparos de rockets contra Israel, principalmente depois de terminada uma mini-trégua conseguida pela diplomacia egípcia mas que durou apenas 24 horas, entre os dias 22 e 23. Os rockets provocaram apenas danos materiais, embora tenham naturalmente deixado em pânico a população israelita que vive perto da fronteira com Gaza. Israel tem respondido com ataques aéreos que já mataram quatro militantes do Hamas e deixaram vários feridos.

Esta quinta-feira o Primeiro Ministro Israelita ameaçou o Hamas de que pagará um "preço caro" se continuar a lançar foguetes contra o país, cita o jornal "Jerusalem Post". Outro jornal, o "Haaretz", cita uma fonte oficial israelita: "A nossa resposta será substancial e dolorosa contra o Hamas".

Por causa dos ataques, Israel decidiu voltar atrás na sua decisão de reabrir alguns postos fronteiriços com Gaza, deixando sem ajuda humanitária cerca de um milhão e meio de palestinianos. Esta decisão já foi criticada pelo secretário Geral da ONU, que pede a Israel a abertura das fronteira para permitir a ajuda humanitária enquanto apela também ao Hamas que termine com os ataques de rockets.

Para tentar encontrar uma solução para o conflito, a ministra dos Negócios Extrangeiros de Israel, Tzipi Livni, encontrou-se esta quinta-feira com o presidente egípcio no Cairo.

Mas as suas declarações não auguram uma solução pacífica. "Infelizmente, o Hamas controla (a Faixa de Gaza), e o Hamas decidiu atacar Israel. É preciso acabar com isto e é o que vamos fazer", advertiu.

Do lado egípcio o ministro dos negócios estrangeiros tentou atenuar as declarações da ministra israelita ao pedir moderação e calma na Faixa de Gaza. "O Egipto esclareceu que Israel deve mostrar moderação e Israel indicou que os disparos de rockets devem cessar. O presidente do Egipto disse claramente que não deve acontecer um castigo coletivo aos disparos de grupos armados palestinianos", declarou.

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