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Alcoa: mais 440 pessoas no desemprego

Último almoço na fábrica AlcoaA Alcoa encerrou ontem, lançando mais 440 pessoas, na sua maioria mulheres, no desemprego. A multinacional norte-americana Alcoa Fujikura decidiu deslocalizar a produção para a Hungria, encerrando a fábrica localizada no concelho do Seixal. A partir de amanhã, das 480 pessoas que trabalhavam na Alcoa restarão apenas 40, para garantir serviços de logística e pós-venda.
A foto, do almoço de despedida, ilustra a preocupação e desespero destas trabalhadoras. Lançadas agora no desemprego, sentem já as dificuldades que irão encontrar na procura de novo emprego.

As trabalhadoras têm vindo já a inscrever-se nos centros de emprego, mas têm grandes dificuldades em encontrar nova colocação. A idade e o baixo nível de escolaridade não ajudam. Ao jornal digital Região de Setúbal a porta-voz da CT, Rosário Silva, afirmou "Oferecem-nos cursos de formação para nos entreter porque saídas profissionais não existem".

Há três anos a Indelma vendeu a fábrica à multinacional Alcoa. Desde então iniciaram-se as reduções de trabalho e a fábrica de cablagens passou a produzir apenas para a Autoeuropa e só para o monovolume produzido nesta fábrica.

Em Outubro passado as trabalhadoras fizeram uma greve para conhecer o futuro da empresa, mas em Novembro ficou confirmado que a Alcoa iria mesmo fechar. Só ainda não se sabia quando. Rosário Silva critica o governo português pelo pouco empenho que teve; "Podiam ter apoiado a formação profissional, como têm feito com a Autoeuropa", afirmou.

Segundo o site agenciafinanceira, o ministro da Economia Manuel Pinho comentou que "é uma indústria em que temos algumas dificuldades. Somos pouco competitivos nessa área." e acrescentou: "O futuro está em dar valor acrescentado, em que a qualificação dos nossos trabalhadores é mais relevante".

Notícia anterior no esquerda.net:

Alcoa: Fábrica do Seixal fecha e deslocaliza para a Hungria

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