You are here

Agro-combustíveis são monopólio das multinacionais

Alda Macedo. Foto de Paulete MatosNo comício de ontem em Aveiro, que juntou cerca de 400 pessoas, a deputada do Bloco Alda Macedo acusou as grandes multinacionais, como a Monsanto, de enriquecerem à custa dos agro-combustíveis, através do monopólio que detêm sobre as sementes. Francisco Louçã denunciou os abusos cometidos pelos Bancos: "se for para receber, o ano é de 365 dias; se for para pagar, o ano tem apenas 360 dias", sublinhou. As Jornadas do Ambiente prosseguem hoje no Porto, com acções de rua e projecção de filmes a partir das 15h, na Praça da Cidade.
Veja as fotos do comício/concerto
 

Cerca de 400 pessoas compareceram na Praça do Peixe, em Aveiro, num comício integrado nas Jornadas das Alterações Climáticas com que o Bloco de Esquerda tem percorrido o país.

Alda Macedo considerou que a criação de um plano rodoviário nacional é uma prioridade, dado que "os transportes representam cerca de 30% das emissões de CO2" . A falácia da renovabilidade das energias foi exposta pela deputada bloquista: "Dizem que os agro-combustíveis são energias renováveis pois o trigo nasce todos os anos; e, todos os anos, a Monsanto venderá mais sementes. Esta renovabilidade é apenas a criação de um monopólio sobre as sementes e, por isso, os biocombústíveis assumem-se como o grande negócio para estas empresas."

Num discurso repleto de recados para o governo sobre a banca nacional, Louçã começou por expor a disparidade dos calendários utilizados pelos bancos: "Os Bancos têm anos diferentes conforme a posição em que se encontram: se for para receber, o ano é de 365 dias; se for para pagar, o ano tem apenas 360 dias". Vítor Constâncio não escapou às críticas, pois, "curiosamente, Vítor Constâncio, alertado há mais de um ano, nada fez sobre este assunto e os bancos continuaram com os abusos".

Referindo-se aos empréstimos recentemente anunciados pelo Governo, concluiu que "um estudante que faça um empréstimo de 25 mil euros, irá pagar, dez anos depois de ter acabado o curso, cerca de 37 mil euros, representando um pagamento de 150% do valor cedido".

Esta situação assemelha-se à vivida por um número crescente de famílias portuguesas, que se confrontam com um endividamento que, "em média, representa cerca de 130% do seu rendimento anual." Foi este o mote utilizado para justificar a recente proposta do Bloco de Esquerda que visa a criação de medidas de protecção social de famílias que se deparam com o flagelo do desemprego, criando um juro bonificado para estes casos. Visando o distrito de Aveiro, onde o desemprego é crescente, Louçã referiu os benefícios sociais que esta a aprovação desta proposta traria.

Nelson Peralta, da Coordenandora distrital de Aveiro do BE, expôs ao ridículo o processo que envolveu a criação de uma fábrica de Biodiesel no Porto de Aveiro, em que a "primeira pedra foi colocada pelo Secretário de Estado Castro Guerra, há cerca de um ano e três meses, e cujas obras avançaram sem que a respectiva Declaração de Impacto Ambiental tivesse sido emitida, documento que é indispensável para que aquela obra pudesse avançar." O Presidente da Câmara de Ílhavo não escapou às críticas pois "Ribau Esteves esteve presente na referida sessão. No entanto, a Câmara Municipal de Ílhavo apenas deu parecer positivo à implantação desta fábrica do concelho no passado dia 3 de Setembro."

 Francisco Louçã. Foto de Paulete Matos  Nelson Peralta. Foto de Paulete Matos
 Concerto. Foto de Paulete Matos  Concerto. Foto de Paulete Matos
 Concerto. Foto de Paulete Matos  

 

Termos relacionados Política