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Adesão à União Europeia

UE ARRASTA NEGOCIAÇÕES COM A TURQUIA
turquia.ueOs ministros dos Negócios Estrangeiros decidiram ontem adiar as negociações para a adesão da Turquia na União Europeia. O novo entrave no processo de adesão deste país na UE, que já estava previsto demorar 10 a 15 anos, decorre depois do impasse que o assunto estava a criar na próxima cimeira de líderes europeus - a decorrer quinta e sexta-feira em Bruxelas.

O acordo ontem efectuado no Conselho da União Europeia congela 8 dos 35 pontos do processo de adesão, bloqueando as negociações enquanto a Turquia não abrir os seus aeroportos e portos ao tráfego cipriota grego.  A recusa de Ancara em normalizar as suas relações com o Chipre, uma das condições impostas pela União Europeia para a adesão, esteve na origem da sanção ontem decretada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros europeus. A ruptura no acordo afecta, essencialmente, os pontos relacionados com a união aduaneira, comércio ou serviços financeiros.

Os ministros europeus garantem que as sanções serão levantadas, e as negociações poderão retomar o seu ritmo normal, assim que Ancara normalizar as suas relações com o Chipre. A forma como a Turquia resolve o seu diferendo com este país, e cumpre os pontos impostos no seu dossier de adesão, estará sujeita a uma avaliação anual do seu cumprimento até 2009.

Resta saber como é que a Turquia, ou a comunidade islâmica a viver na Europa, receberá a notícia de mais este retrocesso na adesão de um dos maiores países de maioria muçulmana na União Europeia. Os principais argumentos dos críticos do processo de adesão de Ancara prendem-se com a reduzida "vocação europeia" do país, nomeadamente não ter as raízes cristãs que, dizem, definem a Europa.  

A Turquia, através de um artigo de opinião ontem publicado no "International Herald Tribune" pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros, já tinha alertado a União Europeia sobre as consequências de mais um entrave num já de si longo processo negocial. A Turquia "será em breve a sexta economia europeia", recordou Abdullah Gul. "Não é a altura para recorrer a pretextos e fazer descarrilar o processo de adesão".

 

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