You are here

55 mil reclamam queda do primeiro-ministro tailandês

55 mil reclamam queda do primeiro-ministro tailandês. Foto Lusa.Milhares de pessoas protestaram este sábado pelas ruas de Banguecoque para reclamar eleições antecipadas e a demissão do Primeiro-ministro, que consideram ilegítimo e ao serviço das elites do país.

 

Milhares de manifestantes contra o Governo da Tailândia ocuparam a principal zona comercial da capital, obrigando ao encerramento dos maiores centros comerciais e recusam sair até que o primeiro-ministro dissolva o Parlamento e convoque novas eleições.

O Governo ordenou aos manifestantes, conhecidos no país como "camisas vermelhas", para que abandonem a zona, o bairro Ratchaprasong, até ao fim do dia.

Os camisas vermelhas, apoiantes do ex-primeiro-ministro no exílio Thaksin Shinawatra, exigem a partida imediata de Abhisit Vejjajiva, que de momento apenas admitiu demitir-se no final do ano. "Ficaremos aqui até que o Governo dissolva o Parlamento", disse Veera Musigapong, um dos líderes dos camisas vermelhas. Consideram o Governo ilegítimo por não ter sido eleito nas urnas, antes por meio de pactos parlamentares, após a dissolução do Executivo anterior em Dezembro de 2008 por fraude eleitoral.

Outros 30 mil apoiantes da Frente manifestaram-se em frente à sede do canal estatal de televisão "NBT", que acusam de divulgar informações falsas sobre o movimento.

A ocupação do centro de Banguecoque irritou o primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, para quem a Frente ultrapassou o limite da tolerância. "É uma acção que ultrapassa os limites estabelecidos pela Constituição, dado que causa danos a outros cidadãos", afirmou Vejjajiva.

O ministro das Finanças, Korn Chatikavanij, estimou que a ocupação causará perdas de dez bilhões de bats (US$ 312,5 milhões) caso se estenda por uma semana.

O Governo de Vejjajiva pôs nas ruas da capital 50 mil soldados das forças de segurança durante mais um dia de protestos realizados, sua maioria, por tailandeses da zona rural.

"Chegou o momento de os desfavorecidos se libertarem da opressão deste Governo apoiado pela elite. Queremos que o Governo dissolva o Parlamento imediatamente", disse aos manifestantes Jatuporn Prompan, um dos líderes da Frente, antes de iniciar o percurso.

Desde o dia 14 de Março, quando a Frente retomou os protestos, que os camisas vermelhas se tem manifestado de forma pacífica, embora pelo menos 15 pessoas tenham ficado feridas pela explosão de granadas lançadas contra edifícios públicos, agências bancárias e quartéis de Banguecoque em eventos relacionados com a instabilidade política.

No entanto, na capital tailandesa, também há cidadãos que não são simpáticos aos camisas vermelhas. Segundo a agência EFE, um jovem tailandês aparentemente incomodado com a manifestação lançou Porsche que dirigia contra uma fileira de motocicletas estacionadas, ferindo um camisa vermelha.

A intervenção dos membros da brigada anti-distúrbios evitou que o agressor, detido pela acção e por portar uma arma, fosse linchado pelos manifestantes.

A algumas centenas de metros, segundo a Polícia tailandesa, um desconhecido lançou uma bomba de pouca potência sobre um grupo de manifestantes a partir de uma motocicleta, sem deixar feridos.

Os líderes dos camisas vermelhas asseguraram que prolongarão as manifestações no centro da capital por mais dois dias e que continuarão com os protestos "até vencer a batalha".

"Hoje é um novo dia em que declaramos guerra para obter a democracia, e amanhã alcançaremos a vitória decisiva", acrescentou Prompan nas suas declarações aos manifestantes.

Termos relacionados Internacional