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200 mulheres despedidas nos Açores

Fábrica de conservas despede 200Duzentas operárias das fábricas da Cofaco em São Miguel, Faial e Pico, nos Açores, foram despedidas. Denúncias dão conta que a empresa utiliza a estratégia do despedimento e readmissão para evitar que os funcionários fiquem efectivos.

Uma das maiores empresas da indústria conserveira dos Açores, a Cofaco, é acusada de utilizar o método do despedimento seguido de readmissão para evitar vínculos laborais com os trabalhadores. Os despedimentos, feitos na altura do natal, atingem cerca de 200 mulheres. A empresa teria ainda recebido mais de um milhão de euros do Governo, através da Associação da Indústria Conserveira, com o compromisso de passar as empregadas à situação de efectivas.

A empresa nega esta situação e alegada ter apenas cessado o contrato com 27 trabalhadoras e admitido outras 67. A falta de matéria-prima foi o outro motivo alegado para a suspensão de actividade de 77 trabalhadoras que supostamente deverão retomar funções no final do mês de Janeiro.

Em pergunta dirigida ao Governo regional, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda / Açores condena a prática da empresa, considerando inadmissível que empresas que recebam incentivos públicos para garantir postos de trabalho efectivos, possam fazer exactamente o contrário do que assumiram como compromisso. A pergunta questiona ainda a actuação da Inspecção Regional do Trabalho e exige que o Governo Regional dos Açores tome posição relativamente aos despedimentos.

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