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“Terá este jornal uma agenda política oculta?”, questiona o Provedor do “Público”

Joaquim Vieira, provedor do jornal Joaquim Vieira, Provedor do leitor do jornal "Público", debruça-se sobre o "caso das escutas de Belém", em artigo publicado neste Domingo, questionando se o jornal terá uma "agenda política oculta". Vieira denuncia também que a correspondência electrónica dos jornalistas do diário "foi vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do 'Público'".

O provedor começa por considerar que se instalou no jornal uma "onda de nervosismo", na sequência da sua crónica de 13 de Setembro, onde criticou os procedimentos que levaram à notícia das "escutas de Belém". Segundo Joaquim Vieira, o director do jornal, José Manuel Fernandes, acusou-o de ser "mentiroso" e "admoestou por escrito o jornalista Tolentino da Nóbrega", correspondente no Funchal, pela resposta escrita que deu ao provedor "sobre a matéria da crónica".

Joaquim Vieira denuncia também que nesta Sexta feira a sua correspondência electrónica e a dos jornalistas do Público "fora vasculhada" e sobre estes factos comenta: "Num momento em que tanto se fala, justa ou injustamente, de asfixia democrática no país, conviria que essa asfixia não se traduzisse numa caça às bruxas no Público...".

O provedor demarca-se também da atitude do jornal Diário de Notícias, afirmando que "não denuncia fontes de informação confidenciais dos jornalistas (...) e acha muito estranho, inexplicável mesmo, que outros jornalistas o façam".

Analisando os procedimentos do jornal no caso da notícia das supostas escutas, Joaquim Vieira conclui que do comportamento do jornal "resultou uma atitude objectiva de protecção do PR, fonte das notícias", considera que no processo se acumularam "graves erros jornalísticos" ("entre eles, (...) permitir que o guião da investigação do Público fosse ditado pela fonte da PR") e coloca "a questão mais preocupante": "haverá uma agenda política oculta na actuação deste jornal?"

Salientando que "suscitou já diversas observações sobre procedimentos de que resulta sempre o benefício de determinada área política em detrimento de outra - não importando quais são elas", o provedor do leitor do Público considera que a direcção do jornal deveria sobre isso "dar sinais claros e inequívocos", "não por palavras (pois a coisa mais é fácil é pronunciar eloquentes declarações de isenção), mas sim por actos".

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