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Pouca gente fica bem na fotografia deste processo. Até António Guterres, então Primeiro Ministro, encarou com indiferença uma tentativa de fecho da GALP em Matosinhos, nos anos 90. Independentemente do "atraso" com que o Primeiro Ministro se pronuncia agora a favor de uma lição exemplar, não merece dúvida de que ela é devida. Poderíamos pensar na velha fórmula brasileira "para os amigos tudo, para os inimigos a morte, para os indiferentes a lei" de modo a identificar o que seria mais apropriado. E, de facto, a lei poderá ser a inspiração para a resposta devida. Como alguns menos jovens recordarão, os terrenos que a antecessora da GALP ocupou em Matosinhos foram expropriados para a construção da refinaria e instalações complementares. Acabando o móbil da expropriação, deve esta dar-se por caducada, cabendo ao Senhor Ministro do Ambiente e da Transição Energética, exemplarmente, dar por sem efeito a DUP (Declaração de Utilidade Pública) emitida nos anos 50, habilitando os herdeiros dos proprietários expropriados ao direito a re-haver os terrenos. Mais exemplar e mais indiferente, não é possível. Até a direita aplaudirá...