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Quando a conversa é sobre despedimentos roem-me os fígados. Quando esses são despedimentos colectivos por entidades que nadam em lucros de muitos milhões roem-me então também as vísceras e aí fico completamente doente. Mas os bancários, salvo algumas valiosas excepções, são aquela classe dos senhores empregados do banco, lutar por emprego de qualidade com salário digno é coisa para a classe trabalhadora. Aquela classe trabalhadora que faz muito barulho com sindicatos da CGTP que está sempre do contra e não se adapta aos novos tempos da democracia e da economia.
Se nos lembrarmos que os bancários estiveram na origem da criação da UGT e com esta central sindical são directamente responsáveis pelas posições de enfraquecimento da luta dos trabalhadores porque na concertação social assinaram invariavelmente todas as propostas dos governos que nos trouxeram até aqui, aquilo que me apetece dizer desta vez é: "Aguentem-se agora e aproveitem para abrir os olhos".
João Castro