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SONETO: MEMÓRIAS DUM CRIME VÃO//
(recordando o Padre Max e a jovem Lourdes, assassinados por uma bomba a 2 de abril de 1976)

Mortos e enterrados, semeados/
nos corações de quem nem vos conheceu;(
nunc´esquecidos, p'rã sempre lembrados,/
p'lo exemplo qu' a vossa morte nos deu!//

Bem mais livres são os inconformados/
que tentam mudar o mundo qu' é o seu,/
p'rã que todos os pobres e 'xplorados/
digam qu' a vossa morte não os venceu.//

Que quem armou a bomba que vos matou/
veja como tud' o que fez foi em vão,/
e sinta que com ela nada mudou...//

Na memória só ficou a 'xplosão,/
luz que contr' o assassino se virou,/
por dos novos tempos ter sid' um clarão!///

Estremoz, 2 de abril de 2021
Carlos Eduardo da Cruz Luna