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"O debate sobre aeroportos no nosso país tem mais de 50 anos, já soma muitos milhões em estudos e contra-estudos e chegamos ao ano 20 do século XXI com uma decisão sobre um aeroporto a localizar no Montijo que não corresponde aos interesses do país, não responderá a curto prazo às necessidades e é um enorme atentado ambiental. Não será difícil perceber porquê – basta ver como serve, qual luva feita à medida, os interesses da Vinci Airports, proprietária da ANA. Ainda tenho esperança que este processo seja revertido." Neste paragrafo Helena Pinto resume bem esta tendência bem portuguesa adoptada pelo "arco do poder" no que toca a decisões de vulto e estruturais. E porquê? Por deficit democrático. A discussão de décadas tem sido feita pelas elites lisboetas a pensarem para lisboa. Num pais tão pequeno mas tão desiquilibrado, nunca o país todo é chamado a pronunciar-se. Se o pais fosse chamado a essa (e outras) decisão ter-se-ia chegado a uma solução que verdadeiramente serviria o pais. Sem prejuízo de outra soluções, deixem-me avançar com a "minha": Localização em Leiria /Fátima. Aproveitando um fluxo do turismo religioso, garantiria à partida uma certa rentabilidade. Com uma ligação ferroviária à linha do norte e com comboios diretos a lisboa , conseguia-se assim desanuviar muito o tráfego para a portela. Com uma estrutura modular, pequena no início, traria àquela região um desenvolvimento que se estenderia a toda a beira baixa. Mas isto era se não se tivesse construído um aeroporto fantasma em beja, cujo futuro só faz sentido com uma ligação ferroviária rápida a lisboa. Só que isso não interessa à Vinci. Digo eu que sou apenas um eletricista em fim de carreira, também me chamo Jesus, e não tenho biblioteca(apenas alguns livros).