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Como deputado, ainda para mais com a responsabilidade de tratar de assuntos ligados ao ensino superior, fazia-lhe bem ler a lei de bases do sistema educativo. Assim conseguia evitar escrever perolas como esta "Este crescimento foi mais incisivo no Ensino Politécnico do que no Ensino Superior" e ecusava-se de menorizar as formações obtidas pelos seus colegas do politécnico. A respeito do seu artigo não há muito para comentar, vê-se que tem os predicados para integrar os quadros de um partido como o BE.

Até admito que o aumento das pensões tenha garantido algumas matrículas adicionais, mas estatisticamente irrelevantes.Tenho pena que esse aumento se faça à custa das perspetivas de vida futura desses estudantes, que irão suportar os custos destes aumentos. No fundo, o BE convive bem com a ideia dos avós receberem mais para pagar os estudos dos netos. Eu não partilho desse ideal, ainda para mais sabendo dos abusos que ocorreram ao nível do cálculo das pensões de muitos portugueses- considerar os últimos meses para o cálculo das pensões foi uma das medidas mais injustas que vi algum governo tomar. As outras medidas que refere, pouco ou nada contribuíram para o aumento de matriculados.

A acção social deve garantir a todos a possibilidade de ingressar no ensino superior. Contudo a ideia de gratuitidade do ensino superior, além de tirar o peso do insucesso dos ombros dos estudantes mais ociosos, com custos enormes para o país, é injusta para aqueles que, não tendo possibilidade de ingresso no ensino superior vão acabar por pagar os estudos dos seus futuros chefes ( que irão auferir salários superiores). Por último, o ensino superior, como está, acaba por financiar os países mais ricos da Europa, pois Portugal tem o investimento e aqueles o proveito. O BE procura aprofundar este contributo líquido de Portugal para a Alemanha ao querer acabar com as propinas. Quem diria...