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Excelente artigo!
Ao contrário de um dos comentários publicados, se é certo que a Constituição espanhola pode (e tem sido interpretada) como impedimento para a realização de um referendo acordado, a verdade é que - como qualquer Constituição, basta ver a nossa - pode ser revista. Aliás, já o foi em 1992 e 2011 - no último dos casos, até se sabe que a alteração da Constituição espanhola foi para cumprir exigências do governo alemão, não do povo espanhol.
No caso presente, a recusa de PP e PSOE (sem estes dois partidos - como cá, sem o PS e o PSD -
não pode haver revisão constitucional) em proceder à actualização de um diploma elaborado ainda com o pessoal político herdeiro de Franco no poder, de modo a incorporar as exigências da cidadania catalã, é que está a conduzir a este aparente "beco sem saída".
Mas é bom não esquecer que quase nenhuma das mais de 100 independências (umas pacíficas, outras violentas) que se proclamaram no último século estava "prevista" nas leis/constituições dos países de onde se emanciparam. A Catalunha, nesse aspecto, não será caso raro, muito menos caso único.