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Ricardo Moreira estranha que uma experiência-piloto seja "bastante diferente" do objetivo final. Se fosse igual ao objetivo final, seria este fim e não uma experiência-piloto, não é assim?

Todavia, pode-se concordar:
Não há dúvida que 560 euros distribuídos a um milhar de cidadãos são valores modestos, quiçá irrisórios, para o país que está no pelotão dos que lideram a prosperidade no mundo e o mais à frente de todos em matéria de políticas sociais.

Convenhamos que os adeptos do RBI gostariam que essa experiência fosse mais arrojada, mais ampla e corajosa, de modo a poder fornecer resultados mais expressivos e confiáveis tanto quanto possível. Todavia, esta versão soft (mas que não deixa de merecer a atenção do mundo inteiro), num ponto é suficiente:

1- Experimentar a ousadia ímpar de distribuir dinheiro gratuito aos cidadãos, sem exigências na manga. Sem condições controleiras, sem trabalho forçado, sem enxovalhos gratuitos, sem burocracias e complicações caras e castigantes. É isto que a Finlândia está a testar.

E note-se ainda que esta "heresia revolucionária" no seu estado embrionário de estudo para desminar preconceitos e conclusões apriorísticas e apressadas, é sobejamente suficiente para profetas da desgraça se escandalizarem e se desfazerem em lacerantes clamores aos céus.

Parece que há que não queira sequer tentar. Nem deixar tentar.