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Caro comentador, lamento informá-lo de que - apesar de não gerir nenhuma câmara ao fim de 17 anos de vida (!) - o BE não é propriamente virgem, a nível autárquico, em matéria de viabilização do "trabalho semi-escravo dos Contratos Emprego Inserção", com "mão-de-obra forçada por poucas dezenas de euros ao mês". Veja-se este exemplo, referente à intervenção dos deputados municipais do BE num município gerido pelo PS:

http://olhao.bloco.org/assembleia-municipal/posicao-do-be-olhao-face-aos...

Apesar de criticar esses contratos, "o Bloco de Esquerda votou favoravelmente", como pode constatar, uma proposta que envolvia um "compromisso plurianual relativo à contratação de até 4 trabalhadores ao abrigo das medidas CEI e CEI + por 12 meses". Aqui pode ver a justificação do BE para ter votado a favor do "trabalho semi-escravo dos Contratos Emprego Inserção", com "mão-de-obra forçada por poucas dezenas de euros ao mês", neste município gerido pelo PS: "Conhecendo a realidade dos munícipes e as necessidades prementes de muitos dos desempregados do concelho, para quem o acréscimo de cerca de euros 84,00 mensais, proporcionado por estes programas, é muitas vezes o que lhes permite suprir as suas necessidades básicas e dos seus filhos ou continuar a poder assegurar o pagamento da renda ou casa em que habitam". Na minha modesta opinião, os deputados municipais do BE votaram bem, só espero é que não os acuse de "malabarismo".

Espero também que, ao lado dos deputados do PCP na Assembleia da República -

http://expresso.sapo.pt/politica/2016-11-03-PCP-lamenta-insuficiencias-d...

-, o BE combata efectivamente, no local e no tempo próprios, a "precariedade no sector público" em geral (não só nas autarquias, geridas ou não pelo PCP).