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Instalou-se uma confusão entre alojamento local e apartamentos turísticos, que convém esclarecer e separar. O Al existe há muito tempo na Nazaré, por exemplo, onde representa um complemento económico importante para a auto sustentabilidade de muitas famílias. No interior, é fundamental para combater a desertificação. Na Austria há 540 mil camas em alojamento local. Em França, as chambres d'hôtes partilham com os gites uma receita anual superior a 20 mil milhões de euros. Tudo isto começou nos anos 80, num movimento eco-social que visou diversificar a economia familiar, tornando-a mais sustentável. Atenta ao fenómeno, a OCDE percebeu que por cada 160 mil euros de receitas estes alojamentos criam dinâmicas para 23 postos de trabalho, contra 6 na hotelaria. No Algarve, os apartamentos turísticos passaram a chamar-se Al, assim como em Lisboa. Na realidade são apartamentos turísticos ou aparthotéis, cuja génese social e organização empresarial nada tem a ver com o AL ou Turismo Rural.