You are here

Add new comment

A proposta do Bloco de Esquerda apenas prevê a gestação de substituição para mulheres sem útero ou com lesão ou doença deste órgão que impeçam a gravidez pelo que um homem só irá beneficiar desta técnica se for casado ou viver em união de facto com uma mulher nas circunstâncias referidas.
Pessoalmente, penso que devia ser alargada a possibilidade de recorrer à gestação de substituição em mais circunstâncias. Por exemplo não tenho nada contra a que um homem solteiro ou numa relação com outro homem pudesse receber o apoio de uma mulher para realizar o seu desejo de parentalidade através da gestação de substituição.
Em Portugal o aborto só é legal por opção da mulher nas primeiras 10 semanas de gravidez ou em circunstâncias clínicas muito particulares. Estando previsto o acompanhamento pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida e a celebração de um contrato a ser assinado pela gestante e pelos beneficiários em que ambas as partes declaram o seu consentimento esclarecido certamente que terão uma posição comum relativamente ao aborto e em que circunstâncias fazê-lo. Mas a mulher deve sempre ter autonomia em todas as decisões relacionadas com o seu corpo pelo que concordo que a decisão relativamente ao aborto deva ser da mulher grávida como está previsto no diploma.
Ainda temos muito a pensar e a fazer sobre estas matérias mas sim a maternidade e a paternidade devem ser acima de tudo uma escolha.