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As pesquisas por vezes tendem a subestimar o voto 'medroso', que em geral se esconde. E o voto do medo, especialmente, nos últimos dias, favoreceu o PP. O caso inglês foi explorado explicitamente por Rajoy nos últimos dois dias, oferecendo o PP como a garantia de 'unidade' ou de 'segurar o caos', contra a imagem de uma esquerda sempre crítica da União Européia e com alguma facilidade identificada a uma "Espanexit" e, de quebra, a uma defensora da desagregação do proprio Estado de Espanha. Certamente isso ajudou o PP a crescer seus 4%. Contudo, continua sem maioria, Rajoy tende a sair da liderança, a situação econômica continua a deteriorar-se e sistema político apodrece a olhos vistos. Se Podemos souber superar este seu momento (afinal, nada dramático), tem um caminho para crescer. Um problema adicional é que Podemos está cada vez mais assumindo o papel que a socialdemocracia deixou vazio. Pode ser curioso ou trágico, a depender do olhar, mas o partido "radical" parece destinado a ocupar o lugar de defensor das reformas, não da revolução. Nao apenas na Espanha.