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Não, um tetraplégico não pode se suicidar recusando alimentação e água, se assim ele desejar, pois desta forma vai chegar a um ponto em que obrigará qualquer pessoa próxima socorrê-lo devido ao seu estado de saúde debilitado (desidratação/desnutrição), e quem não fizer pode responder por omissão de socorro. Ao chegar no hospital vai ser alimentado e hidratado ou por tubos direto no estômago.

Sou totalmente a favor da eutanásia ativa e do suicídio assistido. E não apenas para pacientes terminais, mas qualquer pessoa (com algumas restrições) que achar que não tem mais qualidade de vida e que não vale a pena mais viver, como por exemplo o tetraplégico citado, quem perde visão, amputados, pessoas com doenças crônicas degenerativas, moradores de rua, depressivos crônicos, etc... Enfim, qualquer pessoa convicta de seu desejo de morrer.
Isso deveria ser o direito de cada um decidir o melhor para sua vida e sua morte. Isto não fere os direitos de outras pessoas
Aí você pensa: "Mas uma pessoa em coma ou em estado vegetativo não pode manifestar sua vontade". Certo, mas se tivéssemos esse direito, qualquer pessoa poderia deixar registrado por escrito suas vontades, antes de acontecer algo que a deixe nesta situação

Sou a favor da vida, a favor do direito de viver, mas não da obrigação de viver. Muitos morrem, querendo viver, por falta de órgãos para transplante, então se um dia eu quiser morrer não seria mais justo disponibilizar meus órgãos para doar a quem realmente quer viver?

Se alguém acha que só Deus pode tirar uma vida, se alguém não acha certo por convicção religioss, que não se submeta à eutanásia, que não opte por antecipar a sua morte. Pode até tentar convencer outras pessoas a também não se submeterem a isso, tentar convencer mas não tentar influenciar nas leis e tirar esses direitos de todos. Pra mim essa afirmação que só Deus determina a hora da nossa morte não faz sentido nenhum. Respeito quem pensa assim, desde que não queira impor essa condição a quem pensa diferente.

E para os familiares também seria menos doloroso e traumático se o paciente pudesse passar seus últimos dias em casa, no conforto do lar, ao lado das pessoas que gosta, comendo e bebendo o que gosta, aproveitando seus últimos dias sem tanta angústia, e depois morrer de uma forma tranquila, indolor e pacífica
Muito menos traumático do que ficar pensando no quanto a pessoa sofreu com dores físicas, com tormentos psíquicos, naquele ambiente hospitalar deprimente, ou preso no próprio corpo, antes de morrer.
Muita gente cita exemplos isolados de pessoas que se curaram ou viveram muito tempo mesmo após receber o diagnóstico de "pouco tempo de vida". Mas são exemplos isolados. Se os médicos não acreditam na cura mas a pessoa ainda tem uma esperança de um "milagre", ótimo, ela tem a opção de persistir no tratamento e continuar tentando. Mas se eu não faço questão, se eu não tenho a mesma motivação e o mesmo gosto pela vida, eu deveria ter a opção também de encerrar logo meu sofrimento.