You are here

Add new comment

Concordo com a lei actual de despedimento, em alguns aspectos até deveria ser mais difícil despedir como, por exemplo, as actuais indemnizações são de valor ridículo principalmente para quem ganha pouco. Mas temos de ver que com isto, muitas empresas de trabalho terciário (outsource), aproveitaram para fazer o seu negócio em que disponibilizam o trabalhador à empresa cliente, que o despede quando quer e de seguida a empresa diz que o cliente já não precisa, dá a indemnização ridícula e o trabalhador anda a vida toda nisto, sem qualquer direito, progressão na carreira e principalmente esperança. Estas empresas cobram em bruto muitas vezes mais do dobro que o trabalhador recebe em bruto mas para a empresa cliente deve acabar por compensar, mete em despesas o valor que pagou e não tem que se preocupar com direitos, e, caso o trabalhador faça greve ou chegue um novo chefe que não vá com a sua cara leva logo "guia de marcha". É triste que este tipo de situações se passem quase totalmente na minha área (informática) mas vejo que está a acontecer exactamente o mesmo na área da enfermagem e medicina o que considero ainda mais grave. É urgente que o estado crie algum tipo de lei que acabe de vez com a terceirização fácil do trabalho que cada vez é mais abrangente e cada vez serve menos aquilo para que realmente foi criada e neste momento serve apenas para encher mais os bolsos de quem não precisa e causar injustiça social. Antes de estes problemas estarem resolvidos nem vale a pena falar muito em dificuldade de despedimentos, dificultamos os despedimentos mas as empresas tem instrumentos para os contornar. Olhar para a lei de despedimento e não resolver isto antes, está apenas a potenciar o negócio de empresas de trabalho temporário e afins, que tiveram nos últimos 20 anos em Portugal uma ascensão meteórica.