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Leitura simplificada para vivências complexas
O que fica é “violência de género mata mulheres em Portugal”. Falam de “proteção devida às mulheres que têm a coragem de denunciar os seus agressores” mas nunca é abordada a representação que a maioria das pessoas tem do homem que é agredido pela companheira e como são acolhidas denúncias nestes casos? “É inadmissível que no processo de regulação das responsabilidades parentais tenha sido atribuída ao pai a guarda provisória das filhas de ambos” porquê inadmissível??? quando não há qualquer referência às características específicas do caso que possam ter motivado a decisão judicial quando sabemos que, na maioria dos casos, as ditas “vítimas” têm o seu papel nos processos de violência entre adultos em relação de intimidade. É urgente rever as questões, já habituais, de violência na família e é necessário repensarmos estas realidades, com uma vontade real de analisar a complexidade das dinâmicas envolvidas. Este artigo é uma vergonha, trata-se de mais do mesmo para se dizer que se faz alguma coisa, quando o que se faz é complicar ainda mais vivências familiares difíceis e complexas, onde afetos, desenvolvimentos infantis e percursos de adultos são travados. Está na altura de reaprender a ler.