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Fui professora do ensino secundário vários anos e considero que os exames não conferem que os que têm melhor nota são " os bons". Sou a favor da avaliação através do interesse, empenho, participação nas aulas e avaliação através de testes que não tenham o peso da palavra " exame", pois um teste é um exame. O factor stress bloqueia muitas vezes excelentes alunos. Porque é que por um lado se aponta o dedo quando entendem que
reprimir uma criança em determinadas situações é mau, mas reprimir todas as crianças obrigando-as a sentirem-se desconfortáveis e com receio porque têm que se submeter a testes " a nivel nacional" já se coloca ao lado tudo o que não é aconselhável?
Os professores têm capacidade para saberem e reconhecerem o SEU ALUNO DURANTE UM ANO LECTIVO.
Todos nós temos dias em que somos mais capazes e se testados teremos melhores resultados. Imaginem-se num dia menos bom...

Será que o nosso ensino é orientado para os interesses correctos ou para que os ignorantes que decidem o que deve ou não ser feito, estão mais interessados na política do que num ensino de qualidade?
Não é carregar na quantidade de matérias, programas exaustivos, que se formam bons alunos. Não é sobrecarregar professores com aulas de 40 alunos que se consegue dar boa formação. Não é pagar ordenados miseráveis aos formadores e não lhes oferecer condições dignas para trabalharem.
Há grandes cérebros que no ensino como está estabelecido são e serão etiquetados como incapazes, será culpa deles?
Sejam um pouco mais esclarecidos pois os padrões foram criados para facilitar o trabalho mas nós somos seres únicos e há que encontrar o equilíbrio.