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F. Louçã
Como penso que sabe, sou monárquico e social-democrata desde 35 anos atrás. Contudo votei BE.
O que se vai lendo e ouvindo a propósito da possibilidade, ou não, de se formar um governo à esquerda, tem muito que ver com estigmas, esses sim radicais e extremistas. O tipo de "abate de carácter" do BE foi muito presente nas campanhas pré-eleitoral e eleitoral, tendo como principal timoneiro o populista Paulo Portas, que devia estar antes preocupado com outras coisas mais importantes: os problemas do país e dos portugueses, e as soluções para os mesmos. É disso que todos precisamos.
Esta situação é aliás uma réplica do que uns senhores da Europa, numa postura muito agressiva neo-nazi - e é de lembrar que parte deles eram socialistas e social-democratas - fizeram face ao Siriza e o seu líder Tsipras, e portanto à Grécia e aos gregos: espremeram, espremeram para além de todos os limites, depois espetaram-lhe a agulha, e vampirizaram-lhes o sangue todo. E sem desculpa para se esquecerem que a Grécia foi durante décadas governada por dois partidos muito corruptos, que nunca se preocuparam com o país e o seu povo, e que propiciaram muitos negócios a países que com eles lucraram, desde logo a Alemanha. Nesses tempos não fizeram nenhum ataque àqueles partidos, pois o interesse era óbvio.
Mais travessia do Rubicão ou do Tejo, o importante é que tudo seja reflectido e executado com verdade, transparência e bom senso, e sem jogos ardilosos de baixo nível.
Ter capacidade de entender o "outro" como sendo esse outro alguém como nós próprios, com o mesmo respeito com que queremos ser tratados, é algo de fundamental. É um princípio de boa e sã convivência entre gente crescida que se espera que sejamos todos.
Cumprimentos,
Paulo Figueiredo