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Olá Mariana.
Um ponto prévio: tu como economista e política muito focada nestas áreas és especialista na matéria, e eu não. Em boa verdade eu não passo de um aprendiz de feiticeiro.
No entanto, pelo que consigo perceber, estou de acordo contigo em tudo.
Gostaria contudo de falar de alguns aspectos:
1. A suposta verdade absoluta das agências de rating, já mostrou poder errar de forma muito grave e com consequências muito dramáticas, ao ponto de ter reflexos muito negativos no mundo inteiro: basta pensar no que esteve subjacente ao grande crash de 2008 como referes;
2. Os dados económicos e financeiros dos países estão muitas vezes viciados por realidades em que os mesmos são prejudicados, sem que tentem mudar ou chamar atenção para os problemas; três exemplos: a deslocalização da sede de empresas para locais mais favoráveis para as mesmas, onde pagam impostos muito baixos; a impossibilidade da economia dos nossos países competirem com as condições muito mais rentáveis de outros, onde não há exigências de condições laborais e ambientais, entre outras; a existência de fortíssimos níveis de corrupção e crimes conexos, incluindo branqueamento de capitais, desvirtuando a verdade de uma economia "limpa"; não pode haver assim resultados rigorosos em toda a apreciação, quando os dados estão à partida viciados;
3. Seria importante ter conhecimento sobre qual o nível de promiscuidade entre as agências de rating e os credores da nossa "Troika", pois quanto mais baixo for o nosso nível, mais alto consideram o nosso risco, e portanto mais teremos que pagar; não me admira que exista, e até pagava para saber a verdade.
Cumprimentos de afecto, carinho e admiração, de
Paulo Figueiredo (social-democrata, monárquico)