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Lembro-me, quando tinha 6 ou 7 anos, de uma menina húngara acolhida pela minha tia de Braga, na sequência da repressão à revolução de 1956; era loura, tinha um olho mais claro que outro e chamava-se Csila; a mãe tinha sido morta pelos russos. Passava as férias comigo na aldeia, contava lendas da Hungria, a história dos Madjares , a vida de Santo Estêvão ... Por volta de 1970 foi juntar-se a familiares no Luxemburgo e, já há bastantes anos, escreve-nos sempre pelo Natal, de Budapest.
Alguns anos mais tarde, tive 2 colegas ( irmãos) no Liceu, também refugiados húngaros ; ele era o melhor aluno de físico-química ; não voltei a saber deles.
50 anos depois, arrepio-me com a posição das autoridades húngaras, relativamente a refugiados. Tenho a certeza de que a maioria dos húngaros se envergonha da decisão dos seus lideres políticos, mas a história não vai esquecer a posição atual da Hungria , relativamente a refugiados.