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Eu não questiono se a descida de intenções de voto, no Podemos, é de 10% ou de 2%, não subir é preocupante e deve conduzir a uma análise séria da estratégia adoptada. Os meios de comunicação social estão lá como cá e em todo o lado, do lado oposto ao progresso das forças de esquerda e trazer isso à conversa revela falta de melhores argumentos. O podemos conseguiu o maior apoio popular quando trouxe para a ordem do dia a garantia da defesa dos mais desprotegidos e da luta contra a casta no poder. Passar por pouco mais de mudo na questão grega é negar a vertente solidária que vinha em crescendo na Europa e em vários pontos do mundo e anunciar ao seu eleitorado, caso chegasse ao poder, o caminho seguido não seria o do corte com as actuais políticas europeias, adivinhando-se o resto. Poder-se-á argumentar que uma colagem ao Syrisa e à sua luta poderia também resultar mal, mas nesse caso além de manter coerência no discurso guardaria na sua base de apoio o eleitorado de esquerda enquanto mantinha em sentido a casca no poder. “… o poder não teme a esquerda, o poder teme as pessoas e o povo.”, as palavras são do próprio Pablo Iglesias e quando o povo luta e resiste da maneira como lutou e resistiu o povo grego, o Podemos entende que lutar sim, mas tanto também não. O meu comentário anterior tem origem num outro http://www.esquerda.net/opiniao/o-ultimato-grecia-e-ja-nada-sera-como-da... que antecipa as palavras de Pablo Iglesias citadas por Miguel Guedes.