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Escreve: «não se fez acompanhar até agora do crescimento massivo de partidos de contestação e de rutura com a atual arquitetura do poder.»
Mas não será antes devido ao facto de estes mesmos partidos apenas terem «representado» a contestação e a rutura, de não terem feito a análise rigorosa da sua prática, que passaria pela crítica implacável a decénios de práticas totalmente aberrantes? Se o objectivo fosse o de pôr realmente em causa o sistema não seria completamente diferente o modo de atuação nas diversas frentes, desde a sindical à juventude, passado por todos os aspectos relevantes para uma libertação nacional (NATO, UE, etc)? Não serão essas ditas forças políticas - PC e BE - junto com as organizações sindicais transformadas em meros apêndices partidários, responsáveis por Portugal - além de país neo-colonial típico (mas em estado de denegação permanente, mormente nas «esquerdas»)- se ter transformado num país onde a direita pode reinar com toda a tranquilidade em tríplice partido CDS-PSD-PS? Se a esquerda não se questiona, não se auto-critica, ela será (de novo e mais uma vez) deitada para o caixote de lixo da História. Ela será responsável (por ação e omissão) pela situação. Esta situação é igual socialmente à do povo sob fascismo, só que com muito menos perigo de explosão social.
Acordai!

A solução que preconiza é falsa na medida em que deve ser um projecto político de governo e não um muro de lamentações. Deveria ser uma proposta objectiva, de programa político e de partilha do poder entre as formações que têm assento da AR. Todas as forças que se quiserem associar terão o seu lugar, visto que nas estruturas a nível local e regional e de frentes concretas de luta, há muito trabalho a fazer: refiro trabalho social e trabalho de «reeducação« política dos militantes e simpatizantes, no sentido a aprenderem a se de-sectarizarem, a endossarem verdadeiramente os princípios democráticos nas suas práticas, etc.
A constituição de uma «mesa» (=estrutura de cúpula) como pseudosolução e não uma verdadeira frente política e social de classe, será um redondo fracasso e um adiar a procura de uma solução honesta.
É com tristeza que constato que a crítica de ESQUERDA E RADICAL que é a minha e de muitas outras pessoas, não tem tido qualquer efeito, ignoram-na e continuam na sua senda!