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Há, porém, limites à linguagem inclusiva que importa respeitar sob pena do ridiculo e, consequentemente, da perda de valor da intenção inicial.
A complexificação do discurso é um primeiro aspeto a considerar. Passar a dizer por mais palavras o que se pode dizer com menos por respeito a um principio de inclusão, sem valor acrescentado do ponto de vista do conteúdo da mensagem que se pretende fazer passar, torna o discurso balofo e desinteressante.
Por outro lado, cai-se por vezes em extremos dificeis de entender: assisti pessoalmente à defesa da reescrita dos contos tradicionais portugueses de modo a criar um discurso inclusivo.
Sim, a inclusão é uma batalha ainda longa de travar, mas também se corre o risco de, parafraseando, deitar fora o bebé ou a bebé com a água do banho.