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Ricardo,

Acho que ninguém concorda que a praxe legitima o crime ou o abuso do poder. Casos como os do Meco deviam ser investigados como qualquer outro.

Mas não acho que seja razoável proibir uma determinada actividade consensual entre adultos só porque há alguns (poucos!) casos de abuso.

Posso fazer paralelos com dezenas de outras instituições. Vou escolher os sindicatos. Um sindicato na sua génese serve para defender os direitos dos seus associados, e tem muitas vezes resultados positivos (p.ex., intermediação das negociações entre empregador e empregados). Mas também há abusos (p.ex., piquetes de greve que impedem trabalhadores de trabalhar contra a sua vontade muitas vezes com violência, destruição de propriedade da empresa, negação dos direitos dos cidadãos a usufruir de serviços públicos).

O teu raciocínio, a ser válido, implicaria também a proibição dos sindicatos. E olha que mesmo eu que sou ultra-neo-liberal-de-direita-capitalista-selvagem seria contra isso ;)