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Uma instituição é feita, acima de tudo, de pessoas. Ora, se os "veteranos" (alunos com mais inscrições que o necessário para acabar o curso, que ocupam o topo da hierarquia praxista) são "quase por definição" imbecis, o que é que isso diz sobre a praxe? Como é que uma instituição que promove imbecis (estou a citar) ao topo da sua hierarquia pode ser descrita como saudável?
Podemos admitir até que os imbecis são uma minoria. Que são raros os casos de estudantes que chegam ao ponto de achar uma boa ideia sujeitar outros estudantes a praxes que põem em risco a sua vida. Mas o facto permanece que as ações desses casos raros são legitimados pela praxe, tanto que estamos a falar de indivíduos que chegam ao topo da hierarquia. Participar na praxe é ser cúmplice desta legitimação do crime, é fortalecer uma instituição que legitima o abuso. Quando consideramos que é (obviamente) possível estudantes criarem momentos de convívio sem hierarquias militaristas, torna-se impossível encontrar um motivo razoável para a existência da praxe.