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Miguel,

Em 2003 quando entrei na FEUP fui de livre vontade à praxe. Ao contrário de ti, vim de uma escola central do Porto e por isso entrei na faculdade com um grupo grande de amigos - isto para fizer que fui à praxe porque achava divertido, e não por ter qualquer tipo de pressão social.

Em 2005, quando tu entraste, ofereci-me para ser o responsável pela praxe do meu curso. Aprendi imenso, penso que não terei ensinado grande coisa...mas sobretudo penso que terei ajudado a proporcionar alguns bons momentos a quem me acompanhou. Tenho bons amigos da praxe. Tenho bons amigos fora da praxe. Nunca me passou pela cabeça incentivar alguém a fazer alguma coisa que não quisesse. Nunca ameacei ninguém com as consequências de não ir. Enfim, acho que no geral foi uma experiência positiva para todos.

Tenho pena que a tua experiência tenha sido menos boa, e que de facto haja gente que veja a praxe como uma fonte de poder que apenas serve para alimentar egos desequilibrados. Conheço todos os "colheres" de 2005, e é com alguma tristeza que confirmo que alguns deles eram uns imbecis (já para não falar dos "veteranos", que o são quase por definição), dos tais que "não pensam, executam".

Mas penso que estás a generalizar o que não é generalizável. A praxe, na sua essência, é uma actividade saudável que de facto contribui para a experiência da faculdade. O problema não está na instituição em si, mas sim nas pessoas que dela abusam. É assim na praxe, nas AEs, nas empresas, nos casamentos, no governo...enfim, em todo o lado onde há abusos.

Venham daí alternativas e diálogo - quem sabe, pode ser que até consigas "reformar a praxe" pela apresentação de uma alternativa que convença gente suficiente ;)