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Uruguai autoriza aumento de produção de polêmica fábrica de celulose. Presidente José Mujica afirmou que "não há espaço para negociar" com Argentina, que se opõe a ampliação.

O governo uruguaio anunciou nesta quarta-feira (02/10) sua autorização para que a fábrica de celulose UPM aumente sua produção em 100 mil toneladas anuais desde que cumpra uma série de requisitos ambientais.

O anúncio foi realizado pelo presidente José Mujica em uma declaração à imprensa em seu escritório, na qual destacou que a decisão se deve ao fato de já "não restar espaço para negociar" com a Argentina, cujo governo se opõe à ampliação da produção da fábrica.

"Autorizamos a aumentar a metade do que a empresa nos solicitou há dois anos, 100 mil toneladas, com caráter provisório, ou seja, revogável, porque estamos exigindo a instalação de uma torre de esfriamento para assegurar que os fluidos que cheguem ao rio tenham temperaturas abaixo dos 30 graus", detalhou Mujica.

Além disso, o presidente uruguaio afirmou que a empresa será obrigada a "rebaixar" o conteúdo de fósforo dos resíduos que atualmente verte no rio Uruguai.

Em um tom sério e sem aceitar perguntas, Mujica ressaltou que "a função de governar, às vezes" obriga a tomar "decisões dolorosas" já que é preciso "priorizar o interesse nacional" apesar de isso afetar "outros fatores que também são importantes".

Os rios que circundam a região estão sendo violentamente poluídos por dejetos de fabricação e o controle da qualidade das águas nunca foi feito. Os fãs deste sujeito podem verificar estas informações com mais cuidado, consultando as fontes fidedignas e não os jornalões que vendem supostos otimismos.