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É esse rancor da esquerda que produziu todas as trapalhadas que foram o ápice do falhanço - para usar um vocabulário lusitano - de todas as tentativas sensatas de dar um rumo verdadeiramente esquerdizante à política e à economia latino-americana. O resumo da atitude de Bergoglio durante o regime militar foi esse: apoiou sim muitos perseguidos, inclusive tendo dado seus próprios documentos a um deles para que conseguir fugir. Foi um moderado, apenas não foi opositor declarado, o que custaria sua própria vida. E é o que no fundo este artigo está a cobrá-lo. E no entanto autor dele, Sr. Vicenç Navarro, pelo que consta, não deu exemplo disso. Tratou de fugir da Espanha franquista em 1962, para poder a ela se opor, como muita coragem, mas do estrangeiro... Então, vamos parar de hipocrisia, e sermos honestos. Política faz-se com o que se tem. Bergoglio é sim um nome possível, para realizar uma mudança em benefício dos pobres. E por mais anticlerical que se seja, vamos falar a verdade: os políticos precisam da Igreja sim, e ninguém se atreve a se mostrar contra um Papa, com as urnas à sua espera... Conclusão: já é tempo de acumularmos as experiências passadas para não reincidirmos nos erros do velho esquerdismo, e caminharmos para uma postura mais proveitosa e menos quixotesca. É isso.