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Este rapaz é um optimista. Ele acredita que a humanidade pode continuar a crescer exponencialmente (como aconselha a Bíblia, "crescei e multiplicai-vos") sem que a paparoca comece a escassear no prato ou na tigela. Mesmo que ele ponha o planeta todo a produzir costeletas de porco, haverá uma altura em que não será suficiente: a Terra não está em expansão, como os adeptos do crescimento económico eterno parecem esquecer. E a jigajoga da "redefinição de recursos" não irá ajudar muito: a malta precisa mesmo de comer (e beber, já agora). Quanto ao aumento da produtividade, não sei como é que isso nos fará mais felizes. Por mim, preferia ter menos autoestradas e menos canais de televisão (ou nenhum!) e ter mais tempo para a família e os amigos(as). Quanto à ameaça de não haver dinheiro para pagar as reformas, esta história está mal contada: se fazemos descontos durante 40 anos ou mais, sem receber um tostão de juros, e depois dizem que não chega, quem que está a roubar o nosso dinheiro?