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O que mais incomoda neste caso, não é tanto o facto em si: oportunismos sempre existiram, existem e continuarão a existir. O que mais incomoda é o silêncio dos professores portugueses sobre o assunto. Porque, concorde-se ou discorde-se do processo de Bolonha, uma coisa é certa: é que em caso algum o sentido da lei de Bolonha pode ser o de que alguém obtenha uma licenciatura universitária sem ter frequentado a Universidade. O que aqui foi feito não é “legal”, como Relvas se tenta justificar, é uma fraude à lei. Relvas não tem direito ao título de licenciado, porque não tem licenciatura nenhuma. E os professores portugueses não podem aceitar isto, têm que se colocar do lado dos seus verdadeiros alunos. Manter a alguém um título de licenciado adquirido nestas condições é o mesmo que cuspir na cara de toda uma geração de jovens que, com o seu esforço, estudaram e aprenderam e a quem agora o governo do falso licenciado convida a emigrar. Isto não se pode aceitar.