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Ser "[...]assim em Portugal e em toda a Europa" não faz com que seja mais justo nem é justificação (espero). O trabalho intelectual deve ser remunerado pois com certeza, mas a tentativa de o proteger através de organizações de "gestão colectiva" - as que conhecemos, historicamente clientelares - e da taxação da cópia privada (inerentemente contrária à contrapartida da liberdade de partilha e não percebo o Bloco nisto), é um erro. Um autor não é diferente de qualquer outro trabalhador e deve ser remunerado, quando em causa um terceiro (editoras, produtoras, distribuidoras, etc), pelo seu trabalho efectivo e não com a miséria percentual do valor das vendas. Esse ónus deve estar do lado da entidade colectiva com a qual faz o contrato, e deve regular-se pelo código de trabalho. E deve ser isto a defesa do Bloco. O Estado deve garantir o incentivo à cultura em ambientes sem sustentabilidade, e não continuar a sustentar aqueles que mais têm, como estas leis insistem em solidificar.