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Alberto, a taxa que se cobra em nome da cópia privada não é uma remuneração dos autores cujas obras são legalmente copiadas para uso privado. Funciona como um imposto sobre todos os mecanismos que permitem cópia e pretende que parte do valor gerado pelas indústrias que permitem a cópia seja distribuída pelos sectores criativos e faz isso atarvés de entidades de gestão colectiva de direitos de autor e direitos conexos. É assim em Portugal e em toda a Europa. A proposta do PS é desajustada, errada em muitas coisas (e por isso o BE não a apoia), mas não cria nada de novo.
Eu, que também não gosto de patentes e outros que tais, acho que o mais importante era investimento público na ciência e cultura. Mas acho também que o trabalho intelectual é trabalho e deve ser remunerado. No contexto em que vivemos, o que o Bloco de Esquerda tem defendido é que a taxação da cópia privada deve ser contrapartida à liberdade de partilha. E é isso que continuaremos a defender.