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Com todo respeito ao catedrático Boaventura, este discurso de "fim das esquerdas" e a necessidade de refunda-las esteve muito em voga na segunda metade dos anos 1990 e início da primeira década do século XXI.
A história recente tem demonstrado que o neoliberalismo não foi o "fim da história" (o próprio formulador dessa ideologia já fez a revisão) e que Marx tem muito ainda a nos ensinar: a crise mundial do capitalismo está sendo melhor interpretada com base na obra marxiana, bem como as saídas para os dilemas humanos têm sido construídas com base nesta obra (de Mészáros à Jorge Grespan). Mesmo os economistas da defesa do capital voltam ao velho Marx para entender a crise atual.
Com a ideologia do "fim da história" caiu por terra, também, a idéia de fim do trabalho e, por consequência, de fim do proletariado.
Continua...