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Na realidade não existe nenhuma controvérsia a respeito da inocência de BARTOLOMEU VANZETTI. Ele realmente estava vendendo peixe em Plymonth na hora do crime. Suas testemunhas, todas de origem italiana, foram desacreditadas pelo procurador FREDERICK KATZMANN. E os advogados dos italianos eram muito ruins, ou vendihões do templo, isso nunca saberemos. Ademais nenhum projétil encontrado no corpo das vítimas, FREDERICK PARMENTER e ALESSANDRO BERARDELLI, era do mesmo calibre do revólver encontrado pela polícia na posse de BARTOLOMEU VANZETTI no dia da prisão dos dois italianos. O X da questão está em NICOLA SACCO. Um dado comprometedor a respeito de NICOLA SACCO. Ele apresentou, ou tentou apresentar somente no Júri, um álibi sobre onde estivera na hora do crime. SACCO trabalhava numa indúsitria calçadista, não aquela vítima do crime. Não foi trabalhar no dia do crime. Alegou que estivera no consulado italiano para tratar de documentos. Sua alegação mostrou-se frágil e sem elementos probatórios. Ora, por que não respondeu a essa pergunta já no início do inquérito policial ? Outro fator que eu nunca vi ser discutido: a provável LEI DO SILÉNCIO entre anarquistas. Sacco pode sim, perfeitamente ser inocente, apesar de ter um exame de balística feito em 1969, provado com mais de noventa por cento de probabilidades que pelo menos um dos projéteis mortais ter saído da pistola apreendida pela polícia na sua posse. O que não ficou esclarecido é que a arma poderia pertencer a outra pessoa, outro anarquista, que NICOLA SACCO jamais iria denunciar. Outro mito que precisa ser derrubado: as castas sociais dos jurados: nenhum deles poderia ser considerado da elite. Entretanto há fatos que comprometem a lisura do julgamento. Já na fase de recursos, com o advogado THOMPSON na defesa dos italianos, um processo e uma arma apreendida na posse de JOE MORELLI, um gangster com alguma semelhança com NICOLA SACCO simplesmente desapareceram. Testemunhas de defesa sequer foram ouvidas.