You are here

Add new comment

Não é aceitável que dos baixos salários pagos pelas ETT's resulte o seu lucro. As empresas utilizadoras pagam muito mais por cada trabalhador, um valor que chega a ser 40% superior ao salário pago pela ETT. Não é aceitável que se estabeleça legalmente um negócio baseado exactamente na captação de parte dos salários. Este é o negócio da precariedade. A mediação da relação de trabalho é o estratagema que permite o roubo.

Também não consideramos que se possa falar de “evolução social” quando o emprego gerado pelas ETT's é essencialmente precário e muitas vezes ilegal – a ilegalidade pode até não ser da ETT mas sim da utilização de temporários para ocupar postos de trabalho permanentes, o chamado falso trabalho temporário.

Um mundo do trabalho regulado pelas ETT's é um mundo onde os trabalhadores são tratados como descartáveis. Não há evolução social possível com regressão nos direitos e intensificação da exploração. Vidas temporárias são vidas aprisionadas num tempo sem futuro.